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Índios dizem que não querem um zôo humano
Escrito por: Romeu   
30-Jun-2008 às 18:02

Comissão de Direitos Humanos, Ética e Cidadania da Câmara fez audiência pública que não resolveu impasse

Thaís Afonso

 

Índios e governo voltaram a se encontrar, hoje, numa audiência pública realizada no auditório da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para discutir a questão dos índios no futuro Setor Noroeste. De autoria da Comissão dos Direitos Humanos, Cidadania, Ética e Decoro Parlamentar, presidida pela deputada distrital Erika Kokay (PT), a audiência reuniu cerca de 50 pessoas. Entre manifestações de protestos de simpatizantes da causa indígena e de alguns índios que moram na região, a opinião do governo, ali representado pela superintendente do Instituto Brasília Ambiental  (Ibram), Luizalice Bárbaro, a diretora técnica da Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap), Evelise Longhi, foi transmitida diante da apresentação de dados técnicos.

Para o Ibram, o deslocamento dos índios para o parque Burle Max será melhor. “Pensamos na sustentabilidade das comunidades. Queremos oferecer a eles uma estrutura, com um projeto arrojado e moderno, para que eles possam ainda vender os artesanatos confeccionados na tribo e ainda implantar o turIsmo no parque”, afirmou. Diante da explicação do Ibram, a platéia se manifestou e gritou que a ida dos índios para o parque seria a criação de um zoológico humano. Ponto rebatido pela diretora da Terracap, que defendeu a postura do governo e  frisou que o deslocamento será importante para a comunidade, no quesito moradia e ainda favorecerá no desenvolvimento da cultura. “Nunca pensamos nos índios como atração turística. O que oferecemos é um espaço só deles destinado à habitação e em outro ponto do parque seria reservado para que eles vendessem seus produtos”, ressaltou.

Rafael Moreira, estudante de Antropologia da Universidade de Brasília (UnB), criticou o GDF. “Por que só agora querem cuidar dos índios? Aquela área não deve ser usada para a construção de um novo setor habitacional, mas, sim, como mais um área de preservação ambiental”.

Fonte: ComuniWeb - http://www.comuniweb.com.br/?idpaginas=20&idmaterias=344918

Um francês entre os índios do Noroeste
Escrito por: Romeu   
30-Jun-2008 às 11:07

 

[Brasília - DF] Um francês chamado Jean Marc Franc percorre órgãos públicos do DF se apresentando como representante dos índios que ocupam terras no Noroeste.
 
O estranho é que o sujeito é facilmente encontrado no gabinete da senadora Fátima Cleide do PT de Rondônia, apesar da assessoria dela garantir que ele não tem vínculo algum com a parlamentar.

Em uma de suas últimas aparições, o francês foi bater no Iphan-DF para falar com o superintendente regional, Alfredo Gastal (foto). E quase recebeu voz prisão. Jean Marc cobrou do Iphan providências para impedir que o projeto do Noroeste fosse adiante para que os índios permaneçam no local. Alegou que na região teria escondido importante tesouro arqueológico. Mostrou uma peça que teria sido encontrada no local. Gastal se irritou e disse que era proibido retirar objetos como aquele de áreas em levantamento arqueológico. E que poderia dar voz de prisão a ele. "Mas tenho quase certeza de que o objeto era falsificado. Vinha do Norte", conta Gastal. "Acho tudo isso muito estranho ...."
 

 
O que é para se falar não faz!
Preserve 29/06/2008 23:32

Samanta Sallum,

Acho que voce não é do tipo que escreveria neste site, por isso não vou xingá-la como deveria.

O frânces que voce noticia como se fosse a super novidade do momento não tem nada de estranho, ilegal ou qualquer coisa que a empresa corrupta em que voce trabalha queira implantar na sociedade brasiliense sobre os indígenas que habitam há décadas o cerrado nativo que quer permanecer em seu lugar. O Jean-marc, que recebeu o nome na reserva de Kenavú, faz sua parte para manter a reserva do bananal, o santuario sagrado dos pajés e o que deve se tornar uma Unidade de Conservação para essa Brasília que beira (?) o caos. Ele realmente tem nos últimos meses visitado vários órgãos públicos para denunciar tal atrocidade que é a tentativa de construção da Área de Expansão Urbana Setor Noroeste. Isso tem uma importância grande na manutenção daquele espaço sagrado, rico em biodiversidade e local de convergência espontânea de culturas na capital federal. Portanto, a notícia que voce devia ter achado que iria abalar e o Paulo Otário iria aumentar seu salário, não passa de mais um caso de xenofobia e tentativa de deslegitimar o movimento de resistência FORA NOROESTE! O fato do Jean-Marc ser visto no gabinete da Fátima Cleyde (PT-RO) não comprova nada e revela mais uma vez o tipo de jornalismo vendido que vocês do Correio Braziliense praticam. Na procura por órgãos para se sensibilizarem com a questão, no senado a senadora Fátima se mostrou digna e se disponibilizou para ajudar como pudesse a resistência, situação que não ocorre mais por sua causa.

Sobre o Superintendente do IPHAN já deu para saber que ele está no esquema milionário. O que voce deveria perguntar para ele é sobre os estudos arqueológicos da região que foram exigidos por seus superiores e até agora nada foi feito. A região foi sim habitada por indígenas e não há como contestar. Se pesquisar o mínimo poderás descobrir maravilhas sobre nosso passado ancestral ou voce é do tipo que só gosta das europa?

Espero que voce tenha entendido bem a besteira que faz na péssima pratica de seu ofício. O Correio Braziliense tem se mostrado uma má referência do que é jornalismo. Ao invés de investigar, denunciar e relatar as ilicitudes do Setor Noroeste, faz marketing do "futuro bairro nobre de Brasília".

Se respeitarem as leis o projeto Setor Noroeste não será construído e sim a reserva indígena do bananal será devidamente reconheceda pelo estado e servirá de convergência de todos os povos de bem junto a Unidade de Conservação Parque Burle Marx, que serve de área tampão do Parque Nacional que já sofre com tanta estupidez dos governantes.

Acho que é só isso Samanta. Vê se acorda pra vida!



E tem mais!!!
Preserve 29/06/2008 23:48

E não adianta a corrupção Correio Braziliense querer colocar alguém por trás do movimento que não há!!!

Não há ong's, partidos políticos ou qualquer outro órgãos por trás de pessoas que humildemente pedem somente a preservação de uma área de 850 hectares que serve para deixar nossa ar mais puro, nossa cidade mais rica e nosso paranoá mais limpo!

Não adianta querer deslegitimar a autonomia do que está em movimento ao contrário da estagnada cobertura que piora a cada dia do jornal em que Samanta Sallum mente assim como Carlos Humberto da bandnews (racista nato) e os demais pelegos...
 
Fonte: CMI Brasil - http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2008/06/423412.shtml
 
Entrevista com Frederico Flósculo sobre o Setor Noroeste
Escrito por: Romeu   
27-Jun-2008 às 11:34

Assista a entrevista do professor de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (UNB), Frederico Flósculo, que explica as relações dos governantes com a ocupação do solo do Distrito Federal:

http://br.youtube.com/watch?v=-NHsHpSQitE  

Última Atualização ( 27-Jun-2008 às 17:44 )
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